A eletroquimioterapia é um tratamento que associa quimioterápicos a pulsos elétricos, que aumentam a potência farmacológica e reduzem os efeitos adversos da quimioterapia convencional.

Possui efeito local potente com a vantagem de reduzir de maneira acentuada os danos aos tecidos sadios, mantendo a integridade anatômica. Dessa forma a eletroquimioterapia é frequentemente empregada em regiões envolvidas em neoplasias mas com margens cirúrgicas bastante limitadas, como cavidade oral, pálpebras, narinas, orelhas, prepúcio, períneo e vulva.

Tem sido indicada para inúmeros tumores como carcinomas em gatos, principalmente os brancos, assim como em abdômen de cães acometidos por essa neoplasia, comum em raças como a do PitBull.

Neoplasias orais, como melanoma e o carcinoma possuem resposta bastante satisfatória com a eletroquimioterapia, além dos carcinomas perianais e tumores venéreos já não responsivos a quimioterapias convencionais.

Outra indicação da eletroquimioterapia é durante o período cirúrgico, melhorando as margens cirúrgicas e reduzindo a possibilidade de recidivas.

Nesse casos tumores comuns como os mastocitomas e sarcomas tem sido tratados por essa associação remoção cirúrgica e eletroquimioterapia.

 

 

M.V. Renata Setti

Formação:

•Formada pela FMU/SP em 2004.
•Mestranda em Oncologia no hospital AC Camargo Câncer Center Consultor Oncológico:  Andrew Loar, DVM, MsC. PhD. DACVIM – patologista e diretor clinico do laboratório ADx Laboratories (San Francisco – Califórnia – USA).
•Ministra aulas e palestras na área de oncologia.
•Membro ativo da Veterinary Cancer Society.

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